quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O Passeio Mortal

Capitulo 4 #
Fuga alucinante.


Era uma cabana enorme mais estava toda acabada, eu olhava para ela imaginando o que eles poderiam fazer conosco, as garotas choravam desesperadas aquele monstro passava a mão sobre elas eu via o rosto de Rique e Marcus, estavam com medo, por que eu fui meter eles nessa? Não devia ter aceitado, meu Deus nos ajude, por favor, eu imploro! Não adiantava rezar o homem já havia parado o carro.
Abrindo a porta do carro, eu analisei onde estávamos pelo tempo que levamos na estrada falsa estávamos totalmente longe das estradas principais, o meu medo tomava conta de mim, foi quando Thomas segurando a sua arma exclama descendo do carro.

- Garotos vocês entraram pela frente, Torico toma essa outra arma e leve as garotas para o fundo da cabana, antes disso os amarre. – Seu sorriso estampado era evidente, ele segura os braços de Dani e Lisa e as joga violentamente para fora do carro, apontando uma segunda arma. E os dois nos amarram, e nos jogam ao chão.

- Não! Ajude-me, Socorro Alan, Socorro. – Dani e Elisa gritavam, eu estava com raiva de mim por não poder fazer nada.

- Dani! – Marcus gritou, quase saltando do carro. - Solte-as seu desgraçado. – Marcus repentinamente começa a gritar desesperado.

- Dani, não! Pare a solte, vamos solte-a onde está levando ela, pare seu filho da puta.

- Marcus, me ajude. – Falava Dani. Marcus estava fora de si, Rique não conseguia falar, sua voz saia cada vez mais baixa. Dani e Elisa iam se afastando mais e mais, suas vozes de desesperos ainda eram notadas, eu observei bem onde ele as jogou era uma espécie de porão.

- Deitem no chão, vocês três vamos, deitem. - Ele apontava aquela arma para nós, tivemos que deitar sem escolha.

- Levantem a camisa. – Thomas falava dando chutes em mim, a dor era grande, mas o que me importava eram as meninas, que haviam sumido

- Por favor, senhor não faça nada com nós nunca fizemos nada pra vocês. - Rique que ate então não tinha falado uma só palavra já estava implorando por sua vida, mas aquele desgraçado riu de sua cara

- Eu sei que não fizeram nada, mas a cruzar nosso caminho seus destinos já nos pertenciam. - Nos três levantamos a camisa, e o homem pega uma navalha de dentro do seu bolso.

- Vamos ver quem vai ser o primeiro – ele se agachava apontando a arma e o canivete -, o mais chorão, Marcus. - Ele aponta a faca para Marcus e com sua outra mão apontava a arma para mim e para o Rique.

- O que você vai fazer com essa faca? - Marcus perguntava com um olhar amedrontado, mas Thomas apenas sorria

- Vire de costas vamos, depressa não tenho tempo – e sussurrando ele fala para si mesmo, mas deu para mim escutar – aquele maldito do Frederik, será que eu tenho que fazer tudo para ele? – Quem seria este Frederik? A cada vez que eu tentava imaginar, mais me deva medo.

- Não, por favor, não me mate. – Marcus chorava queria tanto ajudá-lo mais era inútil.

- Cale-se e faça o que eu mandei. - Ele vira de costas e chorava, não queria nem pensar no que o homem ia fazer e sem mais ele tira de um de seus bolsos uma carteira e nela ele tira varias fotos marcadas com números.

- É pelo que vejo você é o numero 31. - Eu arregalei meus olhos, quando uma das fotos caíram ao chão, nela estavam as mesmas pessoas da noticia que ontem eu achei no jornal, foram eles quem mataram aquela família, foram eles quem torturaram e os mutilaram.

Meu pânico chegou ao limite, estava em estado de choque, agora tinha certeza que eles iam nos matar, desviei o olhar assim como Rique enquanto o homem pegava a faca e começava a cortar as costas de Marcus.

- Pare! Aaaah por que esta fazendo isso comigo, pelo amor de Deus. - Ele gritava muito eram gritos de intensa dor, então o homem sai de cima dele e nas costas de Marcus ele desenha com a navalha o numero 31, da boca de Marcus saiam saliva e seus olhos começaram a ficar vermelhos devido à dor.

- Agora é a vez de vocês. - Aproximou-se de mim e fez a mesma coisa só que desenhou com a navalha o numero 32, doía muito era uma queimação enorme, me perguntava por que ele estava fazendo isso e com Rique ele desenhou em suas costas o numero 33. Meu sangue derramava ao chão, se misturando ao de Rique e Marcus, fazendo uma possa de dor e sofrimento.

- Por que fez isso seu desgraçado? - Quando eu falava, ele sorria e começava a falar.

- Meu primo gosta das coisas organizadas e nunca bagunçadas, vamos se disser que esse numero que cada um leva consigo é o numero de morte, representa o numero de pessoas que meu primo já abençoou com a divindade.

- Você e esse seu primo são totalmente loucos. – Rique falava em pânico

- Garoto você ainda não conhece Frederik, ele não é apenas louco, ele é o Diabo reencarnado. - Minha dor foi sumindo devido o intenso medo que eu sentia, com sussurros eu implorava por minha vida, por que eu morreria na mão desses caipiras loucos? Eu não completei tudo que tinha que fazer, não encontrei a menina dos meus sonhos, não casei, não tive filhos, nem netos, não era a hora de eu morrer nem eu nem meu amigos.

O homem fez nos se levantarmos, e começamos a andar, do lado de fora da casa tinha um seleiro e nós entramos dentro, e sem mais ele pega meus braços e junto com os braços de Marcus e Rique enrolou-os com arames farpados, ao enrolar, os fiapos de metal gravaram em nossa carne, dóia muito, era uma dor intensa, mas foi quando ele enganchou o arame em um pilaste de madeira, que a dor ficou maior, erguendo nossos braços ele falou com aquela voz de deboche

- Fiquem ai logo voltarei para brincarmos. - Ele sai e fecha o seleiro, estávamos presos o arame machucava muito os nossos pulsos doía demais. Passou mais de 10 minutos, tínhamos que fazer alguma coisa, o desespero e a dor ultrapassavam limites.

- Alan temos que sair daqui, e ajudar a Dani e a Elisa, por favor, vamos tentar algo. - Eu olhei para Marcus que falava com tom de desespero

- Sim vamos tentar algo. – Pensei muito, olhava para os lados e nada, ate que algo vem á minha cabeça. - Rique tente puxar com os pés aquele banco vamos rápido. - Rique estava de cabeça baixa.

- Vocês não entendem vamos morrer, ninguém vem nos ajudar. – De seu rosto lagrimas escorriam.

- Cale-se não vamos desistir cadê aquele valentão que sempre batia nos garotos mais velhos quando eles mexiam comigo? - De algum modo o que eu falei pra ele abriu seus olhos, ele então esticou a perna e com muita dificuldade conseguiu pegar o banco.

- Agora o que eu faço?

- Calma! Marcus temos que ser fortes, por que isso vai doer muito. – Nos olhamos fixamente e com um tom de certeza ele responde.

- Sim, vou agüentar tudo pra sairmos daqui.

- Rique suba no banco, quando você subir faça força para cima assim o arame rasgara minha mão e a de Marcus fazendo o arame se abrochar e poderemos sair. – Ele arregalou seus olhos para nós, abaixando a cabeça e apertando sua mão firmemente Rique fala

- Tem certeza Alan isso vai machucá-los muito.

- Vai logo, Rique não escutou o Alan prefiro ser torturado a ver Dani e Elisa serem estrupadas. – Olhei para Marcus e sorri, via que meu amigo não era aquele nerd que não se importava com ninguém, Rique então afirmou os braços e exclamou.

- Esta bem. - Quando ele começou a levantar, senti uma dor enorme meu sangue se misturava ao de Marcus que fazia força para não gritar, era tão grande a quantidade de sangue que escorria pelo pilaste que eu sentia até uma certa tontura, quando Rique subiu ate onde podia, meu braços ainda não havia se soltado.

- Marcus quando eu falar ate três. – Com os olhos fechados ele mordia a própria língua para não gritar, mesmo assim fez sinal de positivo.

- Não da Alan, isso vai fazer um estrago no seu braço se eu forçar mais.

- Não, se você chegou ate ai temos que continuar.

- Tudo bem, um... Dois... E três. - Eu puxei minha mão junto com Marcus elas se soltaram do arame, só que a fratura era muito grande minhas mãos estavam dormentes, acho que essa idéia não foi tão ruim mais custou bem caro. Rique solta seu braço sem problemas do arame ele olha em sua volta e pega um pano que estava no local, amarra em ambas as minhas mão e com outro pano, amarra as de Marcus não estava ligando para a dor só queria pegar as meninas e fugir dali o mais rápido possível.

Começamos a andar lentamente em direção a porta do seleiro entre buracos na parede nós olhávamos pra fora angustiados e com muito medo, minha mãos tremiam não sei se era pela dor ou pelo medo, me aproximei da porta e a abri, do lado de fora não tinha ninguém apenas um quintal, nele havia um longo varal onde estavam penduradas varias roupas, e mais para frente varias sucatas de carros e muito lixo. Era noite e no céu muitas estrelas que era a única coisa que iluminava a onde estávamos.

- Vamos sair devagar, assim que pegarmos as garotas vamos fugir na caminhonete.

- Mais como sairemos sem as chaves? – Falou Rique que apertava seu pulso que insistia em sangrar

- Vamos ter que descobrir onde elas estão Rique.

- Não Marcus eu sei onde elas estão eles a levaram pra dentro daquele porão. - Começamos a correr rapidamente ate uma velha carcaça de carro onde se agachamos no chão, e então eu vi a porta onde eles haviam levado as duas.

- Vamos é por aqui. - Os dois me acompanharam até o como que parecia um porão, estava indo tudo bem, nem sinal dos dois homens, parei na frente da porta e a abri com o maior cuidado quando eu abri tive uma surpresa não tinha nada apenas um cômodo vazio, pra onde eles a levaram meu deus? Eu me perguntava. Marcus se desesperou e caiu de joelhos no chão passando sua mão sobre a cabeça.

- Calma Marcus vamos achá-las eu prometo.

- Sim Alan, mais elas podem estar mortas.

- Cala a boca elas não estão mortas, não mesmo vamos achá-las. - Rique levantou Marcus assim que falou, mas não poderíamos perder tempo.

- Vamos fazer assim, vocês dois ficam aqui procurando as garotas e eu entro pra procurar as chaves do carro enquanto isso vigie tudo e assobiem se virem algo, assim que voltar pegamos a caminhonetes dele.

Eles concordaram, pois não tinham muita opção, então eu começo a andar, olhando para todos os lados, sinceramente nem eu ao menos sabia de onde vinha essa coragem, agora percebo que fazemos tudo pela nossa vida. Virei para o lado e continuei correndo meio agachado entre as roupas do varal. Fui me aproximando da cabana avistei uma porta e corri em sua direção, olhei pelo pequeno buraco da fechadura e era uma cozinha provavelmente era a porta dos fundos da cabana não tinha ninguém peguei na maçaneta da porta e a abri lentamente.

Entrei na cozinha era horrível, muita sujeira fedia muito, na pia comida estragada e na mesa baratas e mosquitos disputavam lixo e farelos, percebi que não havia ninguém então rapidamente comecei a procurar em tudo ate que vejo. Atrás da porta um monte de chaves penduradas fique meio feliz logo fui pegando todas e colocando no meu bolso, pois não poderia ficar procurando a apropriada foi ate que fácil e rápido, mas por um segundo eu escuto um grito com certeza era as meninas, corri pelo meio das coisas que estava no chão sem se preocupar com nada apenas queria elas de volta o desespero falou mais alto não estava nem ai, ate que sem querer derrubo uma estatueta que se encontrava em cima de um balcão e sem esperar escuto uma voz gritando intensamente.

- Thomas, eles se soltaram está aqui dentro Thomas. – Era Torico - Corra mate-os, mate-os. - Meu corpo tremeu dos pés a cabeça, eles haviam me descoberto será que eu iria morrer? E de cima da escada Thomas o cara que nos trouxe pula bem na minha frente.

- Então conseguiram se soltar. – Com um tom irônico ele exclama. - Você é bem corajoso não garoto, mas vai aprender que comigo ninguém brinca. - Ele começou a me da um soco inesperado e eu que caiu no chão.

- Levante seu filho da mãe vamos. – Sua face era medonha seu ódio era notável.
Tinha que fazer algo ou morreria então entre os lixos eu acho uma chave de fenda e estico o braço para pegar, eu não tinha forças para dar socos minhas mãos doíam intensamente, peguei a chave de fenda e virei de barriga pra cima, rapidamente sentei e furei a perna do maldito com tanta força que deu pra sentir a chave batendo em seu osso.

- Seu viado, filho da puta, minha perna – ele gritava tentando tirar a chave de fenda cravada em sua perna, seu sangue jorrava, não fiquei a esperar, logo me levantei, e ele continuou a gritar - Torico dessa aqui e pegue ele, vai logo. - Thomas cai no chão e a o ver o outro descendo eu corri tão rápido que nunca tinha corrido assim, chego à cozinha e já começo a gritar.

- Corram, Corram para o carro rápido ele esta vindo. - Marcus e Rique começam a correr junto comigo em direção a caminhonete, Torico começa a disparar a arma.

- Que merda Alan ele tem uma arma. – A perseguição é tensa corríamos tentando desviar dos disparos.

- Eu sei Rique. – Gritava tentando responde-lo, enquanto nós três corríamos em uma velocidade enorme. Entramos na caminhonete, e eu logo pego umas cinco chaves do bolso.

- Qual é a chave do carro?

- Não sei Marcus, só vi e peguei, não iria escolher na hora.

- Droga! Rápido ele esta se aproximando vai rápido.

- Já sei vou distraí-lo. – Dizia Marcus saltando da caminhonete

- Não Marcus você pode morrer

- Não importa não vou morrer, vou entrar na cabana e resgatar as garotas, - Marcus começa a correr no meio do campo aberto.

- EI SEU DESGRAÇADO AQUI, AQUI. - Ele grita desesperadamente chamando á atenção de Torico que começa a atirar em sua direção, era angustiante vê-lo correndo ate que sem mais ele cai no chão gritando.

- AAAAH! Que merda meu pé, meu pé.

- O que foi Marcus, que foi. – Berrava para saber o que acontecia

- Achei a chave, é essa. – Rique falava, mas eu estava preocupado com Marcus

- Espera Rique o Marcus caiu, vamos ajudá-lo. - E de repente um carro começa a vir em nossa direção era Thomas. Marcus estava caído, o outro com uma arma e um carro vindo rapidamente em nossa direção o que eu faço?

- Acelera rápido Rique e da o retorno pra pegar o Marcus. – Tive essa reação de forma monótona estava desesperado.

- Ta bem. - Quando sem mais um tiro quebra o vidro do carro, era o maldito Thomas atirando pela janela de seu carro, e de longe ouvia Torico gritando.

- Minha armadilha de urso deu certo, peguei você. - Marcus gritando de dor, ele havia caído em uma armadilha de urso, o nosso carro corria em grande velocidade e logo atrás vinha o carro de Thomas nos seguindo, ele saia com a metade de seu corpo pra fora e atirava, aos berros de Torico eu escuto o desgraçado falando e levantando Marcus já desacordado.

- Frederik não está Thomas, mas este eu vou jogar em sua sala – De dentro do carro em disparada olho para Rique que começa a falar.

- Eles, pegaram o Marcus, temos que ajudá-lo. Meu Deus. – Olhando para trás Rique não percebe uma cerca se aproximando, então grito.

- Rique olha a cerca na sua frente como vamos desviar? – Gritei segurando firme no encosto da porta.

- Teremos que tentar atravessá-la. - Minhas mãos tremiam da minha testa escorria suor gelado estava com muito medo, então Rique acelera no ultimo e o pior acontece Thomas acerta com um tiro o pneu do carro e pela velocidade que estava derrapa e capota, começa a dar vários giros foi tudo tão rápido. Ate que o carro para de capotar e fica virado pra baixo, minha vista começa a escurecer ultima coisa que vi foi Rique inconsciente do meu lado e Thomas descendo do carro ate que adormeço e não vejo mais nada.

                                                            FIM DO CAP 4

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