Parte 1
- Ângela, acorda caramba! O filme acabou!
- Hrrrm...
- Ai meus ovários, ainda tá roncando...ACORDA GAROTA! OLHA O CAPETA!
- Hrrmm...Huaaa! Poxa Adriana, que susto! Não fale essas coisas, morro de susto!
- O que me assusta é esse seu ronco, olha. – Disse apontando para o relógio do corredor. – Já são quase 10 horas, seu circular vai passar já, já...
- Cacilda, tem razão. Depois você me conta sobre o film...
- Entendi, já sei. Quando chegar em casa entra no MSN que te conto.
- Tá bom, beijo. Fui!
Assim Ângela corre pelas ruas a toda velocidade. O circular passava 4 quadras acima da casa de Adriana, sua amiga desde a infância.
- Só falta eu perder o circular de novo e dormir na casa da Dri. Mais uma vez meu pai não vai deixar eu sair de casa tão cedo...sebo nas canelas garota!
Tentando se auto-motivar seguia o mais rápido que podia o seu caminho, para seu azar, quando estava contornando já a terceira quadra o circular descia a rua passando na frente dela. Assustada berrava horrores para o motorista parar o ônibus, tudo em vão. O máximo que conseguiu foi a atenção de vizinhos que já dormiam naquele horário.
- Hey, que gritaria é essa! Tenho que trabalhar! – Gritava um.
- Pobre menina, tão novinha e já enchendo a cara tão cedo... – lamentava a gorda fofoqueira da casa em frente.
- Argh, bando de linguarudos. Vou ligar pra Dri e pro meu pai, antes que o velho tenha um infarto. – Lamentava.
De repente parou o que estava fazendo e teve uma idéia. Não queria ficar de castigo, tão pouco incomodar a amiga. Ainda havia um circular, este passava só no bairro ao lado. Ou seja, tinha que caminhar mais 10 quadras e esperar dar umas 11 e meia, hora do último circular para seu bairro.
Soltou um profundo suspiro e encolheu os ombros. Era a única solução em vista. Olhou para o céu, estava límpido, as estrelas salpicavam o céu com seu brilho único. A lua cheia disputava a atenção com os outros astros mais afastados. Uma brisa leve e fresca balançava seus longos cabelos negros. Sorriu, e o desespero deu lugar a uma paz quase infinita. Ligou o seu mp3, traçou mentalmente uma rota mais rápida até o ponto de ônibus e assim seguiu.
- Hey, que gritaria é essa! Tenho que trabalhar! – Gritava um.
- Pobre menina, tão novinha e já enchendo a cara tão cedo... – lamentava a gorda fofoqueira da casa em frente.
- Argh, bando de linguarudos. Vou ligar pra Dri e pro meu pai, antes que o velho tenha um infarto. – Lamentava.
De repente parou o que estava fazendo e teve uma idéia. Não queria ficar de castigo, tão pouco incomodar a amiga. Ainda havia um circular, este passava só no bairro ao lado. Ou seja, tinha que caminhar mais 10 quadras e esperar dar umas 11 e meia, hora do último circular para seu bairro.
Soltou um profundo suspiro e encolheu os ombros. Era a única solução em vista. Olhou para o céu, estava límpido, as estrelas salpicavam o céu com seu brilho único. A lua cheia disputava a atenção com os outros astros mais afastados. Uma brisa leve e fresca balançava seus longos cabelos negros. Sorriu, e o desespero deu lugar a uma paz quase infinita. Ligou o seu mp3, traçou mentalmente uma rota mais rápida até o ponto de ônibus e assim seguiu.
Ainda tinha quase uma hora até chegar ao seu destino. No caminho parou para admirar as lojas que exibiam seus vestidos e conjuntos, se imaginava dentro deles. A adolescente então se deparou com um dos perigos que envolviam tamanha caminhada.
Chegou à avenida principal, o ônibus passava em sua outra extremidade. Entre ela e o local tinham bêbados e mendigos encostados pelos muros e alguns bares ainda abertos.
Calada, quase petrificada engoliu a seco. Pendia a retornar, mas já havia percorrido todo aquele caminho, não iria retornar. Iniciou a passos meticulosos na direção desejada, durante o trajeto poucos tentavam atrair sua atenção.
Quando estava quase em seu objetivo um engraçadinho pôs a persegui-la. Desesperada começou a correr, não viu o ônibus que se aproximava. A última coisa que ouviu fui uma buzinação incessante em sua direção seguido de um clarão intenso.
- Ai, que pesadelo! – Se apalpava para ter certeza que estava inteira. – Dri já falei que esse filme...
Subitamente parou. Olhou em volta estava cercada por pessoas com caras chocadas. Começou a perguntar o que estava acontecendo. Percebeu que estava ainda na avenida, não era um sonho ou pesadelo, ela ainda estava lá. Se voltou para o chão, uma equipe de paramédicos estava fazendo uma ressuscitação em alguém. Devagar se aproximou...era ela que estava ali.
Chegou à avenida principal, o ônibus passava em sua outra extremidade. Entre ela e o local tinham bêbados e mendigos encostados pelos muros e alguns bares ainda abertos.
Calada, quase petrificada engoliu a seco. Pendia a retornar, mas já havia percorrido todo aquele caminho, não iria retornar. Iniciou a passos meticulosos na direção desejada, durante o trajeto poucos tentavam atrair sua atenção.
Quando estava quase em seu objetivo um engraçadinho pôs a persegui-la. Desesperada começou a correr, não viu o ônibus que se aproximava. A última coisa que ouviu fui uma buzinação incessante em sua direção seguido de um clarão intenso.
- Ai, que pesadelo! – Se apalpava para ter certeza que estava inteira. – Dri já falei que esse filme...
Subitamente parou. Olhou em volta estava cercada por pessoas com caras chocadas. Começou a perguntar o que estava acontecendo. Percebeu que estava ainda na avenida, não era um sonho ou pesadelo, ela ainda estava lá. Se voltou para o chão, uma equipe de paramédicos estava fazendo uma ressuscitação em alguém. Devagar se aproximou...era ela que estava ali.
Crânio afundado, politraumatismo, perda intensa de sangue. Mal se reconhecera naquele estado. Olhou atrás do próprio corpo, estava o ônibus que ia pegar a pouco.
Estava com a frente destruída, a calota do crânio dela estava colado junto com sangue coagulado que ali o prendia. Seus cabelos negros balançavam a calota como se fosse um desses enfeites que ficam no retrovisor dentro do carro.
Em choque se afastou rapidamente dali gritando:
- Socorro, socorro, virei um fantasma. Alguém está me ouvindo? Socorro!
Corria como o vento, quando viu uma pessoa familiar em sua frente. Era sua avó, falecida a muitos anos antes. Sem se importar, Ângela abraçou-a aos prantos. A anciã dizia a neta:
- Calma minha querida, está tudo bem agora. Irei te guiar. Bem vinda ao mundo das almas perdidas...
Estava com a frente destruída, a calota do crânio dela estava colado junto com sangue coagulado que ali o prendia. Seus cabelos negros balançavam a calota como se fosse um desses enfeites que ficam no retrovisor dentro do carro.
Em choque se afastou rapidamente dali gritando:
- Socorro, socorro, virei um fantasma. Alguém está me ouvindo? Socorro!
Corria como o vento, quando viu uma pessoa familiar em sua frente. Era sua avó, falecida a muitos anos antes. Sem se importar, Ângela abraçou-a aos prantos. A anciã dizia a neta:
- Calma minha querida, está tudo bem agora. Irei te guiar. Bem vinda ao mundo das almas perdidas...
Continua...
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