terça-feira, 11 de janeiro de 2011

No mundo dos espíritos

Parte 7

- Ainda bem que correr não cansa! Como vamos despistar daqueles dois? Hey, estamos num beco! Agora eles acabam com a gente!

- Ai droga, onde estamos?

- Em uma rua sem saída oras.

- Perto do hospital?

- Sim, de outro hospital.

- Me perdi...

- Não acredito! Pensei que você sabia onde estava indo Slototh!

- Estava seguindo caminhos da minha memória, oitenta anos atrás...

- Eu não acredito...ah não. Os dois estão na entrada do beco e com a cara de poucos amigos.

- É hora de aprender sua primeira lição.

- Lutar?

- Não. Atravessar paredes.

- Sério?

- É.

- Eu tentei logo que desencarnei, dei uma topada numa bendita árvore.

- Não é tão difícil. Se concentre em algo que você saiba que está nessa direção que da certo.

- Tá bom... – E lá foi ela. – Viu? Não deu certo! Eles estão correndo pra cá.

- Segure minha mão...

- Eu não entend...

Em um movimento rápido o demônio empurrou o jovem espírito de encontro com a parede. Fazendo-os atravessar, rapidamente a impulsionou contra diversas paredes a frente até chegar a rua do quarteirão acima.

- Slototh, você conseguiu!

- Eu não. Você.

- Como?

- Você deve ter pensado em algo nessa rua em que estamos ou nas redondezas. Como não conheço mais a cidade me segurei a você e a segui.

- Pra falar a verdade lembrei da pastelaria de um chinês aqui perto...muito bom.

- Não temos tempo pra isso. Para o hospital já!

- Mas porquê o hospital? Não podemos fazer uma armadilha, se esconder em uma Igreja ou algo assim?

- Não. Eles são Poltergeits, espíritos malditos que movem objetos no mundo humano. E só há uma maneira de pará-los, reverter essa situação. Era hora de você me odiar...conhecer o meu único segredo!

- Segredo? O que você fez?

- Digamos que quando resolvi ser bom, pra sobreviver, tive que fazer uma “poupança” pra força que eu perdia.

- E como se poupa a energia perdida?

- Pra quem sempre foi mal e doentio não é difícil descobrir maneiras pra isso. A necessidade nos faz o que precisamos ser.

- Não estou gostando da sua cara, isso não me parece bom. Agora, deixe-me tomar a dianteira, você está errando o caminho de novo. - Falava num tom sério, pressentia que algo pior ia acontecer.

Após ter tomado a frente da situação rapidamente tomaram o caminho de volta ao hospital. Chegando lá viam o hospital lotado de almas perdidas, o clima de melancolia naquele hospital tomava conta tanto dos pacientes quanto das pessoas que trabalhavam ali.

- Entendeu porque espíritos evitam brigar? Uma lacuna se cria e ela tem que ser preenchida. Eles estão aqui negociando e influenciado os vivos ao mesmo tempo. De certa forma isso prejudica somente os vivos, é uma forma de resolver esse assunto agora pendente.

- Han... – Ela percebeu que ele tentava mudar ou até amenizar as coisas relacionas a esse assunto.

- Me acompanhe.

Continua..

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