Ângela permanecia, agora, imóvel. O demônio sempre gentil agora agia de uma maneira totalmente diferente. A passos lentos, ele saiu e foi de encontro com Dolores que se encontrava numa sala no mesmo corredor. Minutos depois, ouviu-se barulhos e gritos assustadores. As almas que cercavam Adriana sumiram dali como se dissipassem, assustados. Angel permanecia ao lado da amiga desmaiada e indefesa.
De repente, barulhos de salto no corredor, vindo a passos lentos. De uma maneira sobrenatural o prédio contaminado de loucos mortos e vivos estava em silêncio. Somente o barulho de saltos e de pingos do teto úmido, eram ouvidos. Dolores havia retornado e estava diferente.
As órbitas de seus olhos estavam reviradas, a pele estava agora num branco fosco, pálido. Andava quase rastejante, pior que antes. Havia sinal de rasgos e arranhados por todo o corpo, parecia que havia participado de uma luta épica. Em sua mão estava uma seringa carregada. Ângela olhava para ele, mas enxergava quem estava por dentro, Slototh:
- O quê putinha, nunca viu alguém possuído? Obrigado por me guiar pra algo que procurava a séculos, hahahaha... - Mostrando os dentes amarelados e fétidos de Dolores, o demônio soltou uma gargalhada que estremecia o velho prédio...
De repente, barulhos de salto no corredor, vindo a passos lentos. De uma maneira sobrenatural o prédio contaminado de loucos mortos e vivos estava em silêncio. Somente o barulho de saltos e de pingos do teto úmido, eram ouvidos. Dolores havia retornado e estava diferente.
As órbitas de seus olhos estavam reviradas, a pele estava agora num branco fosco, pálido. Andava quase rastejante, pior que antes. Havia sinal de rasgos e arranhados por todo o corpo, parecia que havia participado de uma luta épica. Em sua mão estava uma seringa carregada. Ângela olhava para ele, mas enxergava quem estava por dentro, Slototh:
- O quê putinha, nunca viu alguém possuído? Obrigado por me guiar pra algo que procurava a séculos, hahahaha... - Mostrando os dentes amarelados e fétidos de Dolores, o demônio soltou uma gargalhada que estremecia o velho prédio...
Assustada, Ângela observava aquela estranha figura. Adriana ainda permanecia desmaiada atrás de si, estava totalmente só, pois os espíritos atormentadores haviam se dissipado como se haviam pressentido algo grande e mal que se aproximava. Agiram como cardumes de peixes no mar a se afastar de um grande tubarão que nada a sua direção a ameaçá-los. Agora era Adriana, Ângela e Slototh/Dolores. Corajosa, a jovem se pôs a questionar:
- O quê... Quem? – Se atropelava.
- Nunca viu uma possessão direta? – A voz grossa em corpo de mulher, aumentava a entonação.
- Direta? – Soltou dos lábios quase que instantaneamente.
- Uma coisa é compartilhar o corpo com uma alma fraca. – Falava com dedo médio em riste. – E a outra é tomá-la! – Agora apontando para os seios gelatinosos de Dolores.
- A-ainda não entendi. O porquê disso? Porquê agora? E a sua redenção?
- Não seja idiota jovem alma! – Vociferava, lançando baba para todos os lados, como um cachorro louco. – Já viu um demônio se redimir? Bom, existem alguns casos, mas não vem ao caso...Digamos, que te enganei e te usei. – Falava de forma egocêntrica.
- O quê... Quem? – Se atropelava.
- Nunca viu uma possessão direta? – A voz grossa em corpo de mulher, aumentava a entonação.
- Direta? – Soltou dos lábios quase que instantaneamente.
- Uma coisa é compartilhar o corpo com uma alma fraca. – Falava com dedo médio em riste. – E a outra é tomá-la! – Agora apontando para os seios gelatinosos de Dolores.
- A-ainda não entendi. O porquê disso? Porquê agora? E a sua redenção?
- Não seja idiota jovem alma! – Vociferava, lançando baba para todos os lados, como um cachorro louco. – Já viu um demônio se redimir? Bom, existem alguns casos, mas não vem ao caso...Digamos, que te enganei e te usei. – Falava de forma egocêntrica.
- Me usou...? Como?
- Simples garotinha. A verdade é que eu nunca fui bom, e usava aquele hospital como receptáculo de energias...provenientes de dor, angústia, medo, desespero. A minha aparência perespiritual não era assim como você me conheceu. A verdade para qualquer um ou coisa que me visse, realmente veria um demônio em redenção. Pois como eu era, qualquer um ficaria. – Falava empolgado.
- Mas...conseguiu isso como? – Perguntava se atropelando mais uma vez.
- Tem medo? Ainda não precisa ficar, ainda. – Ameaçava. – Inovei. Eu guardava minha energia, como eu já lhe expliquei em bebês natimortos. Mas não somente eles, vivos também. Tentava induzir uma pequena parcela a morte. Outros apenas corrompia, para no futuro desfrutá-los.
- Eu nasci naquele hospital! – Disse em pânico.
- Calminha aí, ainda vou chegar nessa parte! – Disse em tom de ironia. – Esses corrompidos ao passar dos anos se tornaram pessoas problemáticas. Bêbados, assassinos, prostitutas... Enfim, a energia disso vinha a mim, me tornando poderoso.
- Pra quê isso? Qual é o objetivo de ficar destruindo, tantas e tantas vidas ao longos dos séculos? – Falava indignada.
- Simples garotinha. A verdade é que eu nunca fui bom, e usava aquele hospital como receptáculo de energias...provenientes de dor, angústia, medo, desespero. A minha aparência perespiritual não era assim como você me conheceu. A verdade para qualquer um ou coisa que me visse, realmente veria um demônio em redenção. Pois como eu era, qualquer um ficaria. – Falava empolgado.
- Mas...conseguiu isso como? – Perguntava se atropelando mais uma vez.
- Tem medo? Ainda não precisa ficar, ainda. – Ameaçava. – Inovei. Eu guardava minha energia, como eu já lhe expliquei em bebês natimortos. Mas não somente eles, vivos também. Tentava induzir uma pequena parcela a morte. Outros apenas corrompia, para no futuro desfrutá-los.
- Eu nasci naquele hospital! – Disse em pânico.
- Calminha aí, ainda vou chegar nessa parte! – Disse em tom de ironia. – Esses corrompidos ao passar dos anos se tornaram pessoas problemáticas. Bêbados, assassinos, prostitutas... Enfim, a energia disso vinha a mim, me tornando poderoso.
- Pra quê isso? Qual é o objetivo de ficar destruindo, tantas e tantas vidas ao longos dos séculos? – Falava indignada.
- Ora, pra quê tanto poder e influência, qual seria o objetivo? Simples, tomar conta de tudo! Esmagar os mais poderosos dos dois mundos! Dominar! Acabar com quem me humilhou em vidas anteriores! Transformar os mundos em algo que eu queira!
– Gritava com a sua voz ecoando fortemente nos corredores do prédio, instigando os loucos a uma gritaria incessante.
- S-seu maluco!
- Eu? Nãããooo...só quero o meu melhor! – Ironizava. – Como dizia, só que as corrupções de alma me gerou algo agradável. É difícil algum de nós tomar possessões. Seja de corpos ou casas. Porquê você acha que casas mal são mal assombradas e sempre continuam a ser? É difícil se manter em uma. Induzir alguém ou uma família, você tem que manter o seu “território”. Juntar forças suficientes para tomar algo maior de outrem.
- O hospital...
- Exato, era o meu lugar. Quando esse corpo nasceu, conseguir corrompê-lo de tal forma que praticamente a pus em desgraça e ela veio para cá. Lá ela nasceu e a induzia, lá ela foi trabalhar e a destruí. Antes de ela vir pra cá, ela quase estava a abandonar o próprio corpo. Era a brecha que eu precisava para finalmente tomar posse de um precioso corpo e começar agir mais diretamente no mundo humano. Mas ela enlouqueceu e veio pra cá, com o tratamento se tornou enfermeira.
– Gritava com a sua voz ecoando fortemente nos corredores do prédio, instigando os loucos a uma gritaria incessante.
- S-seu maluco!
- Eu? Nãããooo...só quero o meu melhor! – Ironizava. – Como dizia, só que as corrupções de alma me gerou algo agradável. É difícil algum de nós tomar possessões. Seja de corpos ou casas. Porquê você acha que casas mal são mal assombradas e sempre continuam a ser? É difícil se manter em uma. Induzir alguém ou uma família, você tem que manter o seu “território”. Juntar forças suficientes para tomar algo maior de outrem.
- O hospital...
- Exato, era o meu lugar. Quando esse corpo nasceu, conseguir corrompê-lo de tal forma que praticamente a pus em desgraça e ela veio para cá. Lá ela nasceu e a induzia, lá ela foi trabalhar e a destruí. Antes de ela vir pra cá, ela quase estava a abandonar o próprio corpo. Era a brecha que eu precisava para finalmente tomar posse de um precioso corpo e começar agir mais diretamente no mundo humano. Mas ela enlouqueceu e veio pra cá, com o tratamento se tornou enfermeira.
- Não entendi onde me encaixo nisso tudo...
- Ainda vou chegar lá, não me aprece. – Eu não podia deixar meu precioso território abandonado, tão pouco invadir um território alheio eu precisava do que chamamos de “espíritos de luz”, os bondosos...os puros. Ele costumam repelir espíritos poltergeists e poderosos. Como aqui é lotado desses e não é meu território, precisava de alguém que abrisse o caminho para mim passar e tomar posse desse precioso corpo.
- E eu...?
- Não banque a burra pirralha. – Disse irritado. – Eu não corrompi você quando nasceu, nem usando tudo ao meu dispor, nunca tinha visto nada igual. Nem utilizando humanos ao meu dispor. Então como estava perdendo terreno, precisava de um corpo pra me estabelecer. Lembre dela aqui e de você. Daí foi só influenciar os fatos...
- Desde a minha morte?
- Inclusive. Passando pela namorada do seu primo...até que te atraísse para o hospital e confiasse em mim, e que sua amiga viesse parar aqui para que pudéssemos vir também e eu concluísse meu intento. Agora vou destruí-la como recompensa boneca...
- Ainda vou chegar lá, não me aprece. – Eu não podia deixar meu precioso território abandonado, tão pouco invadir um território alheio eu precisava do que chamamos de “espíritos de luz”, os bondosos...os puros. Ele costumam repelir espíritos poltergeists e poderosos. Como aqui é lotado desses e não é meu território, precisava de alguém que abrisse o caminho para mim passar e tomar posse desse precioso corpo.
- E eu...?
- Não banque a burra pirralha. – Disse irritado. – Eu não corrompi você quando nasceu, nem usando tudo ao meu dispor, nunca tinha visto nada igual. Nem utilizando humanos ao meu dispor. Então como estava perdendo terreno, precisava de um corpo pra me estabelecer. Lembre dela aqui e de você. Daí foi só influenciar os fatos...
- Desde a minha morte?
- Inclusive. Passando pela namorada do seu primo...até que te atraísse para o hospital e confiasse em mim, e que sua amiga viesse parar aqui para que pudéssemos vir também e eu concluísse meu intento. Agora vou destruí-la como recompensa boneca...
Nisso, Adriana acordou confusa dizendo:
- Hm? Onde...? Dolores você de novo? Chega de experimentos... Ângela é você?
- V-você me vê?
- Ora, a amiguinha acordou... Mato a vaquinha e absorvo as duas! – Se vangloriava Slototh.
- Hrm? Que voz é essa? Ó não ela foi possuída! – Analisou Adriana.
- Como está me vendo e...
- Agora não Ângela. Sou médium esqueceu? Sinto um mal horrível saindo daquele corpo, se afaste...
- Por quê?
- Hm? Onde...? Dolores você de novo? Chega de experimentos... Ângela é você?
- V-você me vê?
- Ora, a amiguinha acordou... Mato a vaquinha e absorvo as duas! – Se vangloriava Slototh.
- Hrm? Que voz é essa? Ó não ela foi possuída! – Analisou Adriana.
- Como está me vendo e...
- Agora não Ângela. Sou médium esqueceu? Sinto um mal horrível saindo daquele corpo, se afaste...
- Por quê?
- Minha mãe também é médium. Ela me ensinou uma oração para afastar temporariamente espíritos maus. Temos que fugir daqui!
- Tudo bem, Vai lá então... – Disse Ângela acuada e muito assustada.
- Quando eu disser me acompanhe... “Pro totus of bonus quis futurus , per lux lucis ex goodness , phasmatis bons EGO precor super ut certamen is nocens ...” * – Orava.
- O-o quê você está fazendo comigo maldita, não... NÃOOOO!!!
Slototh soltou um urro gutural, seguindo de um silêncio mortal...
- Tudo bem, Vai lá então... – Disse Ângela acuada e muito assustada.
- Quando eu disser me acompanhe... “Pro totus of bonus quis futurus , per lux lucis ex goodness , phasmatis bons EGO precor super ut certamen is nocens ...” * – Orava.
- O-o quê você está fazendo comigo maldita, não... NÃOOOO!!!
Slototh soltou um urro gutural, seguindo de um silêncio mortal...
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