- Uh, saquei já. Vou tentar descer pela janela mesmo, me acompanha Angel!
- Tá...agora atravessei, legal. Mas vá com calma, olha a confusão lá fora!
- Tô ligada. Vamos!
Com muito cuidado e pressão pela eminência da invasão, desceram pela lateral do prédio. Lá embaixo os loucos e os poucos guardas sobreviventes lutavam pela sobrevivência. Quando estavam quase terminando de descer, Slototh apontou na janela lá de cima. Sua aparência estava mais grotesca do que antes, parecia que o corpo da estranha enfermeira não estava suportando a possessão.
Os olhos revirados estavam em vermelho vivo, a pele até então branca estava numa mistura de roxo com verde. Ela estava mais inchada, algo como se estivesse podre. De lá bradava impropérios para Adriana e Ângela, os internos que guerreavam ali por sua liberdade, pararam e olhavam pela janela e viram aquele ser grotesco, envolvido em sangue.
Desesperados, dos guardas, se voltaram para as grades. Queriam sair dali de qualquer jeito, por maior que fossem seus transtornos mentais, a instinto de sobrevivência sempre se mostra em maior relevância. Em questão de minutos romperam o portão e saíram pela mata, os guardas perdidos e assustados se dividiam entre socorrer os sobreviventes e sair à caça dos internos.
- Tá...agora atravessei, legal. Mas vá com calma, olha a confusão lá fora!
- Tô ligada. Vamos!
Com muito cuidado e pressão pela eminência da invasão, desceram pela lateral do prédio. Lá embaixo os loucos e os poucos guardas sobreviventes lutavam pela sobrevivência. Quando estavam quase terminando de descer, Slototh apontou na janela lá de cima. Sua aparência estava mais grotesca do que antes, parecia que o corpo da estranha enfermeira não estava suportando a possessão.
Os olhos revirados estavam em vermelho vivo, a pele até então branca estava numa mistura de roxo com verde. Ela estava mais inchada, algo como se estivesse podre. De lá bradava impropérios para Adriana e Ângela, os internos que guerreavam ali por sua liberdade, pararam e olhavam pela janela e viram aquele ser grotesco, envolvido em sangue.
Desesperados, dos guardas, se voltaram para as grades. Queriam sair dali de qualquer jeito, por maior que fossem seus transtornos mentais, a instinto de sobrevivência sempre se mostra em maior relevância. Em questão de minutos romperam o portão e saíram pela mata, os guardas perdidos e assustados se dividiam entre socorrer os sobreviventes e sair à caça dos internos.
Aproveitando da situação elas fugiram daquele lugar em chamas, ninguém viu elas saindo. Ao chegarem à estrada de terra que dava na rodovia viram alguns guardas lutando com outros internos. Mas, antes de sair da mata viram Slototh na porta do prédio principal tomando uma saraivada de tiros dos guardas restantes e permanecendo em pé. Apesar da longa distância elas percebiam que dali, ele as observava.
Ao adentrarem na mata, Adriana a única viva, se viu cercada por uma pequena gangue de recém-fugidos...
Ao adentrarem na mata, Adriana a única viva, se viu cercada por uma pequena gangue de recém-fugidos...
- Ah não... O que a gente faz agora Angel?
- Não sei, tá escuro e você tá cercada. Não sei quantos são...
- O que a gente faz?
Com isso a pequena multidão se aproximava, os internos eram divididos na instituição segundo a psicopatologia na qual eram classificados. Por passarem tanto tempo aprisionados juntos, começaram a criar certa empatia, algo como uma amizade frágil, quebradiça. E assim eles fugiram, os que cercavam ela(s) eram os classificados como esquizofrênicos.
- Não me pergunte, to pensando...
- Uh...olhem essa mocinha galera... – dizia um louco – ela fala com amiguinhos que ninguém vê também!
- Êêêê.... – Respodiam os outros, entusiasmados.
- E-eu... – Gaguejava assustada.
- Que bonitinha, olha ela, vamos levar ela com a gente pessoal? – Disse outro.
- Legal, legal... – Disse os outros.
- Não sei, tá escuro e você tá cercada. Não sei quantos são...
- O que a gente faz?
Com isso a pequena multidão se aproximava, os internos eram divididos na instituição segundo a psicopatologia na qual eram classificados. Por passarem tanto tempo aprisionados juntos, começaram a criar certa empatia, algo como uma amizade frágil, quebradiça. E assim eles fugiram, os que cercavam ela(s) eram os classificados como esquizofrênicos.
- Não me pergunte, to pensando...
- Uh...olhem essa mocinha galera... – dizia um louco – ela fala com amiguinhos que ninguém vê também!
- Êêêê.... – Respodiam os outros, entusiasmados.
- E-eu... – Gaguejava assustada.
- Que bonitinha, olha ela, vamos levar ela com a gente pessoal? – Disse outro.
- Legal, legal... – Disse os outros.
Adriana permanecia em silêncio; Ângela, paralisada.
- Vamos também levar a amiguinha-que-ninguém-enxerga dela também?
- Isso, isso, isso... – Repetiam.
Começaram a por as mãos nos negros cabelos de Adriana e acariciá-lo. Temerosa pela vida da amiga, Angel tentava se esforçar ao máximo para repetir o feito na praça dias antes com as pedras sobre Josi, tudo em vão. O seu desespero aumentava a medida que Adriana gritava o seu nome por ajuda.
Ela foi arrastada pela mata adentro e com sua amiga tentando de toda forma se manifestar no plano físico. O desespero se tornou insano quando os demais se aproximavam e aquilo passou a ter uma conotação sexual, perturbados sim, porém humanos. Longe de suas razões, perto dos seus instintos, ignorados e ignorando a sociedade.
- Vamos também levar a amiguinha-que-ninguém-enxerga dela também?
- Isso, isso, isso... – Repetiam.
Começaram a por as mãos nos negros cabelos de Adriana e acariciá-lo. Temerosa pela vida da amiga, Angel tentava se esforçar ao máximo para repetir o feito na praça dias antes com as pedras sobre Josi, tudo em vão. O seu desespero aumentava a medida que Adriana gritava o seu nome por ajuda.
Ela foi arrastada pela mata adentro e com sua amiga tentando de toda forma se manifestar no plano físico. O desespero se tornou insano quando os demais se aproximavam e aquilo passou a ter uma conotação sexual, perturbados sim, porém humanos. Longe de suas razões, perto dos seus instintos, ignorados e ignorando a sociedade.
Continua..
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