A pequena legião se aproximava da cidade, já era noite. Obviamente os amigos de Vera não podiam fazer nada, pelos rostos deles percebia-se o desconforto. Sabiam se caso interferissem, o resultados poderiam ser os piores possíveis. Assim, lentamente caminhavam, em silêncio absoluto, como zumbis. Nada falavam, nada gesticulavam. Só queriam estar por perto do único objeto que poderia novamente lhes dar alguma paz, algum conforto do além vida.
Mas infelizmente nesse novo mundo nem todos respeitam os limites existentes entre esses mundos. Pro lado de fora do hospital, os que já habitavam ali, cada um por seu motivo particular, se posicionavam para proteger seu precioso patrimônio, uma guerra estava por vir.
Naquele dia a cidade estava numa noite quente de verão, a lua brilhava fortemente no céu. Havia uma leve brisa quente para aumentar o incômodo de seus moradores. Rapidamente a temperatura caiu, cachorros uivaram sem parar, alguns outros animais se escondiam por detrás de seus donos com um medo insano. Assustadas, as pessoas olhavam pela janela procurando uma explicação para aquela estranha situação.
Mas infelizmente nesse novo mundo nem todos respeitam os limites existentes entre esses mundos. Pro lado de fora do hospital, os que já habitavam ali, cada um por seu motivo particular, se posicionavam para proteger seu precioso patrimônio, uma guerra estava por vir.
Naquele dia a cidade estava numa noite quente de verão, a lua brilhava fortemente no céu. Havia uma leve brisa quente para aumentar o incômodo de seus moradores. Rapidamente a temperatura caiu, cachorros uivaram sem parar, alguns outros animais se escondiam por detrás de seus donos com um medo insano. Assustadas, as pessoas olhavam pela janela procurando uma explicação para aquela estranha situação.
O ar além de frio, agora se demonstrava pesado e até melancólico. As pessoas mais tendenciadas choravam sem explicação alguma, outras, o nariz sangrava. As que possuíam uma sensibilidade mais aguçada não acreditavam na extrema quantidade de vultos que saía de todos os cantos e se dirigiam ao centro da cidade, onde ficava o hospital. Em frente os seus “moradores” esperavam.
Dentro do edifício, Ângela e Vera procuravam desesperadamente o local de onde os objetos dos pacientes ficavam guardados. Adriana se contorcia inexplicavelmente na cama. Angel imaginava o porquê daquele importante documento ser o centro de toda aquela confusão, e se Vera seria só mais uma pessoa que tentaria enganá-la.
Dentro do edifício, Ângela e Vera procuravam desesperadamente o local de onde os objetos dos pacientes ficavam guardados. Adriana se contorcia inexplicavelmente na cama. Angel imaginava o porquê daquele importante documento ser o centro de toda aquela confusão, e se Vera seria só mais uma pessoa que tentaria enganá-la.
O clima estava longe dos melhores nas mediações do hospital, alguns poucos espíritos que conseguiam entrar em contato uns com outros começaram a se degladiar ferozmente. Eles obviamente mal sentiam as lançadas de um ou de outro por portas e janelas, tão pouco absorviam a essência ou destruíam o seu opositor, eram das chamadas classes baixas. Que mal reconheciam sua condição de espírito, se achavam como pessoas vivas.
Já no mundo físico dos vivos essa briga era entendida e sentida de forma completamente diferente, coisas voavam dentro daquele hospital. Algumas pessoas choravam sem motivo, outras sentiam uma angústia inexplicável. A grande maioria entrou em pânico e corriam em círculos ou tentavam proteger seus entes queridos de uma loucura inaparente.
Vera e Ângela continuavam sua busca desesperada, rapidamente a velha moradora daquele local conseguiu achar alguém com tendências mediúnicas e tomou posse do corpo. Nisso a confusão a mais de meia hora já se estendia, outros espíritos oportunistas já aproveitavam da situação empossando de doentes terminais ou absorvendo energias destes mesmos.
Já no mundo físico dos vivos essa briga era entendida e sentida de forma completamente diferente, coisas voavam dentro daquele hospital. Algumas pessoas choravam sem motivo, outras sentiam uma angústia inexplicável. A grande maioria entrou em pânico e corriam em círculos ou tentavam proteger seus entes queridos de uma loucura inaparente.
Vera e Ângela continuavam sua busca desesperada, rapidamente a velha moradora daquele local conseguiu achar alguém com tendências mediúnicas e tomou posse do corpo. Nisso a confusão a mais de meia hora já se estendia, outros espíritos oportunistas já aproveitavam da situação empossando de doentes terminais ou absorvendo energias destes mesmos.
A situação estava extremamente crítica, um pandemônio havia se instalado dentro daquele local, a maioria dos vivos não tinha mínima idéia do que ocorria ali. Após diversos ataques sob Vera, na qual Angel conseguiu a defender com muito rigor. No meio das coisas dos médicos e muito bem escondido, acharam o documento secreto. A nossa amiga espírito implorava para que ela não destruísse aquela coisa de tão suma importância pelo qual Adriana havia lutado tanto.
Mas não havia solução, o segredo teria que ser destruído para que um hospital fosse salvo. E assim fez, os papéis foram queimados ali, lentamente. Ângela via algo que ela sentia como esclarecedor para elucidar até os motivos de sua morte, se esfacelar pelo ar, e assim chorava. Lentamente e após muita confusão o hospital retornava as suas atividades normais. Após a despossessão de um pobre velho que achou a esmo durante a confusão.
Lentamente iam para o quarto de Adriano ver como ela estava. Mas viam no corredor médicos, enfermeiros e até alguns espíritos residentes correrem de encontro...ao quarto dela. Chegando lá, ela estava ainda possuída, os olhos vermelhos, a pele alva, quase transparente bufava, aquilo não era uma possessão comum, era um demônio por causa das mudanças físicas, e o pior, flutuava sob a janela...
Mas não havia solução, o segredo teria que ser destruído para que um hospital fosse salvo. E assim fez, os papéis foram queimados ali, lentamente. Ângela via algo que ela sentia como esclarecedor para elucidar até os motivos de sua morte, se esfacelar pelo ar, e assim chorava. Lentamente e após muita confusão o hospital retornava as suas atividades normais. Após a despossessão de um pobre velho que achou a esmo durante a confusão.
Lentamente iam para o quarto de Adriano ver como ela estava. Mas viam no corredor médicos, enfermeiros e até alguns espíritos residentes correrem de encontro...ao quarto dela. Chegando lá, ela estava ainda possuída, os olhos vermelhos, a pele alva, quase transparente bufava, aquilo não era uma possessão comum, era um demônio por causa das mudanças físicas, e o pior, flutuava sob a janela...
Ângela e Vera olhavam aquela confusão totalmente absortas.
- O que aconteceu com ela Vera?
- Essa é uma possessão daquelas... – falava quase gaguejando.
- Como assim, daquelas? Eu mesmo já possuí alguns corpos e vi outros possessos.
- Não é bem assim. Possessões normalmente ocorrem, mas são facilmente resolvíveis. Normalmente isso acontece por poltergeists ou demônios inferiores. Quando viva você ouviu falar muito nelas?
- Não. Tirando aquelas que passam na TV...
- Aquilo é balela, ninguém ali possuído, a pastorada tá é ganhando dinheiro. Isso é uma possessão muito autêntica. Lembra daquela na Itália que virou até filme?
- Lembro sim.
- Aquilo foi uma possessão de verdade, desde aquela época nunca vi ou ouvi falar de outra, igual a essa.
- Como você sabe que essa é uma das piores?
- Eu estava lá.
- O que aconteceu com ela Vera?
- Essa é uma possessão daquelas... – falava quase gaguejando.
- Como assim, daquelas? Eu mesmo já possuí alguns corpos e vi outros possessos.
- Não é bem assim. Possessões normalmente ocorrem, mas são facilmente resolvíveis. Normalmente isso acontece por poltergeists ou demônios inferiores. Quando viva você ouviu falar muito nelas?
- Não. Tirando aquelas que passam na TV...
- Aquilo é balela, ninguém ali possuído, a pastorada tá é ganhando dinheiro. Isso é uma possessão muito autêntica. Lembra daquela na Itália que virou até filme?
- Lembro sim.
- Aquilo foi uma possessão de verdade, desde aquela época nunca vi ou ouvi falar de outra, igual a essa.
- Como você sabe que essa é uma das piores?
- Eu estava lá.
- Não esqueça que eu também. – Disse alguém atrás delas, era a Velha.
- V-você aqui? – Disse Vera assustada.
- Sim. Sou eu.
- Velha? Você demorou pra voltar. Onde estão as outras?
- Mais respeito garota, se ajoelhe, você sabe quem é ela? – Disse Vera nervosa.
- Quieta Vera. Ela é recente em nosso mundo e não tem esse tipo de obrigação. Minha querida. – Disse segurando nas mãos de Angel. – Elas foram destroçadas por aquele, demônio. Todas morreram, inclusive a menina que eu ajudei a despertar.
- Nossa, mas como? De certa forma isso explica o recente ataque de espíritos daquele manicômio aqui.
- Muito bem, você aprende rápido. Ele era muito mais poderoso que imaginávamos. As meninas foram mortas quase que logo após a saída de vocês. As espíritos mais inexperientes, logo foram absorvidas. Isso aconteceu porquê ele estava gastando muito da sua energia nos combatendo. Foram caindo as outras uma a uma...tinha uma delas com mais de 500 anos de experiência que foi derrubada, no fim sobrou só eu, graças ao meu poder e experiência hierárquica em nosso mundo.
- V-você aqui? – Disse Vera assustada.
- Sim. Sou eu.
- Velha? Você demorou pra voltar. Onde estão as outras?
- Mais respeito garota, se ajoelhe, você sabe quem é ela? – Disse Vera nervosa.
- Quieta Vera. Ela é recente em nosso mundo e não tem esse tipo de obrigação. Minha querida. – Disse segurando nas mãos de Angel. – Elas foram destroçadas por aquele, demônio. Todas morreram, inclusive a menina que eu ajudei a despertar.
- Nossa, mas como? De certa forma isso explica o recente ataque de espíritos daquele manicômio aqui.
- Muito bem, você aprende rápido. Ele era muito mais poderoso que imaginávamos. As meninas foram mortas quase que logo após a saída de vocês. As espíritos mais inexperientes, logo foram absorvidas. Isso aconteceu porquê ele estava gastando muito da sua energia nos combatendo. Foram caindo as outras uma a uma...tinha uma delas com mais de 500 anos de experiência que foi derrubada, no fim sobrou só eu, graças ao meu poder e experiência hierárquica em nosso mundo.
- Mas como a senhora sobreviveu?
- Como eu disse, ele gastou uma vasta quantidade de energia, eu ainda tinha uma reserva razoável. Assim ele fugiu como um cachorro pra lamber as suas feridas. Eu fui atrás pra destruí-lo, ele foi atrás da fonte de energia física mais próxima em que ele teve contato.
- E ele está aqui nesse hospital?
- Exato.
- Olha, eu sei que ele é muito perigoso e tal, mas aquela amiga minha que fugiu lá da mata está possessa, poderia me ajudar?
- É claro minha criança. Só que Slototh fugiu pra esse hospital, se aproveitou da vinda daquela horda invasora pra entrar aqui sem ser percebido.
- E onde ele está?
- Ele entrou no corpo da sua amiga, eles estão passando por um processo de possessão raro. Estão fundindo as almas...
- Como eu disse, ele gastou uma vasta quantidade de energia, eu ainda tinha uma reserva razoável. Assim ele fugiu como um cachorro pra lamber as suas feridas. Eu fui atrás pra destruí-lo, ele foi atrás da fonte de energia física mais próxima em que ele teve contato.
- E ele está aqui nesse hospital?
- Exato.
- Olha, eu sei que ele é muito perigoso e tal, mas aquela amiga minha que fugiu lá da mata está possessa, poderia me ajudar?
- É claro minha criança. Só que Slototh fugiu pra esse hospital, se aproveitou da vinda daquela horda invasora pra entrar aqui sem ser percebido.
- E onde ele está?
- Ele entrou no corpo da sua amiga, eles estão passando por um processo de possessão raro. Estão fundindo as almas...
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