domingo, 16 de janeiro de 2011

No mundo dos espíritos

Parte 15

Angel continuava a se esforçar...e nada. Tentava usar todo ódio e amor que tinha dentro si. Todo amor e confiança que a amiga depositada em si, estava sendo testado e ela falhando. Do nada, pedras voavam, galhos batiam nos loucos. Assustados, talvez, por acharem que aquilo era uma punição dos seus amigos imaginários, fugiram dali assustados.

Adriana a alguns minutos já havia desmaiado, pelo medo e stress da violência eminente.

Ângela também perdida, não sabia se aquilo havia acontecido por ela ou se foi por pura sorte. Das sombras de carvalhos enormes que as rodeavam, surgiram sombras que aos poucos se aproximavam. De novo em pânico, com medo fossem os mesmos malucos ou talvez outros que ao acaso estava por aparecer ali, Angel tentava pegar a amiga e retirá-la dali. Ela até estava esquecida que agora era morta, um espírito.

Uma voz então falou:

- Calma garota. Você mesmo, em forma de espírito, também fugimos daquele inferno, estamos aqui para ajudar.

Ângela não compreendia, mas percebeu mais de uma dezena de pessoas e outra de espíritos saindo das sombras, indo em direção a ela...

- Q-Quem? O-o quê? N-não se aproxima dela!

- Fique calma. – Disse uma voz feminina tranqüila, na penumbra. – Estamos na mesma situação, viemos ajudá-la.

Vagarosamente saíram sete garotas das sombras, acompanhando-as, sete espíritos. As meninas aparentavam ter idade variando entre 9 e 18 anos. Estavam vestidas iguais a Adriana, provavelmente fugiram da mesma instituição psiquiátrica. Outra começou a falar:

- Sente-se aqui. Estamos perdidas também, fugimos de lá. Fizeram muitas experiências conosco. Nós a vimos porquê também somos médiuns como a sua amiga. Essa que me acompanha (em espírito) é minha avó. Meu nome é Maria.

- O meu. – Continuou a companheira. – É Ana, quem me acompanha é minha irmã gêmea, Alice.

- Prazer, me chamo Roberta, essa é Juliana. – Apontou para o espírito que a acompanhava.

- O meu é Antônia, sou a mais velha aqui. Quem me acompanha é minha mãe, Luzia.

- Meu nome é Melissa, e esta é Bianca.

- Luiza. Esta é Fernanda.

- E eu sou Solange, minha amiga é a Nancy. Seja bem-vinda.

- Hã? – Disse Ângela sem entender aquilo tudo.

- É o seguinte. – Disse Ana. – Nós, assim como sua amiga temos capacidade mediúnica, algumas aqui tem mais experiência, outras menos. Quando inconscientemente descobrimos isso, invocamos um espírito protetor. Você deve ser o dela.

- Hum... – Analisava Angel.

- E tem mais. Fomos trancafiadas naquela instituição, isolaram-nos de alguma forma de nossos amigos. Eu não lembro nada, e nenhuma delas também...

- Nem sabemos como nos acharam, quase ninguém sabia dos nossos dons. – Continuou Melissa.

- Acho que tenho a resposta. – Disse Ângela. – Entramos na sala do diretor e achamos uns papéis importantes. Podemos solucionar esse mistério.

De repente sentiram um calafrio, os espíritos acompanhantes estavam inquietos. A lua cheia iluminava a mata, o silêncio era absoluto. Um vento frio e cortante os envolvia, uivos na mata.

- Isso é mal... – Disse Nancy. – Se preparem, presença maligna se aproximando!

- Onde está a... – Mal completou a frase, Angel viu o que mais temia.

- Olá garotas! Vou fatiá-las, começando com essa garota inútil! – Era Slototh.
Ele estava com Adriana aos braços, ameaçando enforcá-la. Todo sujo de sangue, exalando podridão do corpo possuído...

Continua..

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