- Saber, sei. Mas como já disse, não sei andar fora daqui, não saio a anos...
- Entendi. Fiquei sabendo deste lugar no meu enterro, ela ia ser levada pra lá ontem. Me dá esse endereço aí.
- Aqui. – Disse apontando para uma mesa daquela bizarra sala.
- Hmmm. Fica entre a nossa cidade e a vizinha, numa área rural. Vamos?
- Por mim tudo bem, estou considerando minha ação neste hospital encerrada.
- Por quê?
- Gastei aquele tipo de energia na qual queria me livrar. Estou me revertendo a forma espiritual mais humana. E a situação neste hospital devido as nossas ações logo irá atrair coisas muito ruins pra cá.
- Entendi. Fiquei sabendo deste lugar no meu enterro, ela ia ser levada pra lá ontem. Me dá esse endereço aí.
- Aqui. – Disse apontando para uma mesa daquela bizarra sala.
- Hmmm. Fica entre a nossa cidade e a vizinha, numa área rural. Vamos?
- Por mim tudo bem, estou considerando minha ação neste hospital encerrada.
- Por quê?
- Gastei aquele tipo de energia na qual queria me livrar. Estou me revertendo a forma espiritual mais humana. E a situação neste hospital devido as nossas ações logo irá atrair coisas muito ruins pra cá.
- Nossa, vamos tentar tirar minha amiga daquele local então. Você está falando com a cara muito séria.
- Falei a verdade. Mas antes, um adendo. Hospitais psiquiátricos normalmente contém almas errantes, perseguidas e...deformadas. Pode ser perigoso, eles podem nos influenciar e ficarmos presos eternamente por lá. É uma área totalmente atípico no mundo dos espíritos, assim como bares, hotéis e outros locais de grande concentração humana.
- Não me importo, não quero que minha amiga se junte a mim aqui. Ela merece ser feliz. Temos eu conseguir chegar lá de maneira rápida, uma caminhada seria meio longa...
- Não flutuamos, no máximo atravessamos paredes, movemos objetos e nos comunicamos com os vivos nas mais diversas formas. Mas tive um idéia, vamos, a noite está linda. – Soltou um sorriso misterioso.
- Falei a verdade. Mas antes, um adendo. Hospitais psiquiátricos normalmente contém almas errantes, perseguidas e...deformadas. Pode ser perigoso, eles podem nos influenciar e ficarmos presos eternamente por lá. É uma área totalmente atípico no mundo dos espíritos, assim como bares, hotéis e outros locais de grande concentração humana.
- Não me importo, não quero que minha amiga se junte a mim aqui. Ela merece ser feliz. Temos eu conseguir chegar lá de maneira rápida, uma caminhada seria meio longa...
- Não flutuamos, no máximo atravessamos paredes, movemos objetos e nos comunicamos com os vivos nas mais diversas formas. Mas tive um idéia, vamos, a noite está linda. – Soltou um sorriso misterioso.
A noite realmente estava bonita, caminhavam lentamente na beira da estrada rumo a Casa de Repouso. Estavam cansados, principalmente Ângela, desde sua morte não havia parado um minuto para refletir sobre a sua recente condição. Assim iam vagarosamente, em silêncio, até que Angel iniciou uma conversa:
- Pois é...então morri mesmo.
- É, dizem que a morte é o grande momento da vida. Pelo visto você nem teve tempo de refletir sobre essa hora.
- Não mesmo...só sei que estava correndo e de repente o ônibus que ia pegar me atropelou...foi estranho, tudo meio rápido. E a Josi, será que ela pode mandar mais “escravos” atrás da gente?
- Não sei, não sei até onde ela pode ir com as habilidades dela. Mas é possível.
- Hum...e como você se tornou um demônio?
- A milênios atrás. Na primeira e única vez que fui vivo. Eu era um guerreiro de uma tribo do norte inglês. Todos os conglomerados humanos daquela região era nômade, não sabíamos plantar ainda. Como se fosse um general, ordenei a tribo que saqueasse as outras atrás de comida.
- Pois é...então morri mesmo.
- É, dizem que a morte é o grande momento da vida. Pelo visto você nem teve tempo de refletir sobre essa hora.
- Não mesmo...só sei que estava correndo e de repente o ônibus que ia pegar me atropelou...foi estranho, tudo meio rápido. E a Josi, será que ela pode mandar mais “escravos” atrás da gente?
- Não sei, não sei até onde ela pode ir com as habilidades dela. Mas é possível.
- Hum...e como você se tornou um demônio?
- A milênios atrás. Na primeira e única vez que fui vivo. Eu era um guerreiro de uma tribo do norte inglês. Todos os conglomerados humanos daquela região era nômade, não sabíamos plantar ainda. Como se fosse um general, ordenei a tribo que saqueasse as outras atrás de comida.
- E não ficou só nisso né?
- Não, ouve dezenas de tribos dizimadas, crianças mortas, mulheres escravizadas sexualmente e estupradas. Como todos os humanos maus que são lançadas nas profundezas da miséria humana após a morte, também fui. Mas fui um pouco mais...“Agraciado”.
- Não entendi.
- Quando a humanidade surgiu, os conceitos de bem e mau não existiam, era abstrato. Nada definido ainda. Viramos espíritos após a morte porque as pessoas acreditam nisso, então acontece. O mesmo aconteceu com tais conceitos, foram julgados e separados. Desde então, cada pessoa que fizesse algo “inédito” em vida, se tornava um deus naquilo após a morte. Eu me tornei o do saque. Passei séculos nos níveis inferiores juntando poder que vinha das pessoas que praticavam esse ato. Vim pra cá para influenciá-las diretamente, ter mais poder.
- Mas... O que aquele monte de espírito tá fazendo vindo pra cá? Slototh...
- Não, ouve dezenas de tribos dizimadas, crianças mortas, mulheres escravizadas sexualmente e estupradas. Como todos os humanos maus que são lançadas nas profundezas da miséria humana após a morte, também fui. Mas fui um pouco mais...“Agraciado”.
- Não entendi.
- Quando a humanidade surgiu, os conceitos de bem e mau não existiam, era abstrato. Nada definido ainda. Viramos espíritos após a morte porque as pessoas acreditam nisso, então acontece. O mesmo aconteceu com tais conceitos, foram julgados e separados. Desde então, cada pessoa que fizesse algo “inédito” em vida, se tornava um deus naquilo após a morte. Eu me tornei o do saque. Passei séculos nos níveis inferiores juntando poder que vinha das pessoas que praticavam esse ato. Vim pra cá para influenciá-las diretamente, ter mais poder.
- Mas... O que aquele monte de espírito tá fazendo vindo pra cá? Slototh...
- Hum...espera um pouco.
Assim, um quase exército de almas passaram entre eles. Todos com uma cara extremamente agonizante, um clima pesado pairava no ar. Estavam em farrapos, murmurando; outros gritando. Alguns pareciam estar faltando partes do corpo, como se tivessem carne, tendo-as expostas. Parecia uma reprodução de mal gosto de Thriller. Observando-os atônitos, Slototh e Ângela viam eles se afastarem ao longe.
- O que foi isso?
- Não via um desses desde o meu tempo...provavelmente esse enorme grupo participou de um mesmo acidente. Estão vagando juntos a mesmo porquê partilham em seus interiores a mesma dor do acidente.
- Até arrepiei, que macabro isso. Vão ficar fazendo isso até quando?
- Vão vagar a esmo até que um deles desperte e avise os outros sobre a sua nova condição. Estão cercados por dor e sofrimento.
Assim, um quase exército de almas passaram entre eles. Todos com uma cara extremamente agonizante, um clima pesado pairava no ar. Estavam em farrapos, murmurando; outros gritando. Alguns pareciam estar faltando partes do corpo, como se tivessem carne, tendo-as expostas. Parecia uma reprodução de mal gosto de Thriller. Observando-os atônitos, Slototh e Ângela viam eles se afastarem ao longe.
- O que foi isso?
- Não via um desses desde o meu tempo...provavelmente esse enorme grupo participou de um mesmo acidente. Estão vagando juntos a mesmo porquê partilham em seus interiores a mesma dor do acidente.
- Até arrepiei, que macabro isso. Vão ficar fazendo isso até quando?
- Vão vagar a esmo até que um deles desperte e avise os outros sobre a sua nova condição. Estão cercados por dor e sofrimento.
- Dei sorte...
- Deu sorte de morrer em um acidente e não ser engolida pela sua própria angústia, isso sim.
- ... – Olhava pra ele assustada, pela primeira vez.
Também no meio do caminho encontraram algumas lendas que sempre se ouve nas tradições de cada lugarejo. Uma noiva toda ensangüentada com um vestido que parecia datar dos anos 50 murmurava sem parar que não sairia dali até o noivo ir ao seu encontro para irem para a Igreja. Uma alma de uma antiga prostituta assombrava a beira da estrada para matar motoristas solitários e tragá-los pra si. Enfim, estavam quase às portas da Casa.
- Chegamos. – Disseram em uníssono.
Lá dentro, gritos, uivos, choro e risadas insanas se misturavam, tanto de vivos quanto de mortos, numa cacofonia bizarra...
- Deu sorte de morrer em um acidente e não ser engolida pela sua própria angústia, isso sim.
- ... – Olhava pra ele assustada, pela primeira vez.
Também no meio do caminho encontraram algumas lendas que sempre se ouve nas tradições de cada lugarejo. Uma noiva toda ensangüentada com um vestido que parecia datar dos anos 50 murmurava sem parar que não sairia dali até o noivo ir ao seu encontro para irem para a Igreja. Uma alma de uma antiga prostituta assombrava a beira da estrada para matar motoristas solitários e tragá-los pra si. Enfim, estavam quase às portas da Casa.
- Chegamos. – Disseram em uníssono.
Lá dentro, gritos, uivos, choro e risadas insanas se misturavam, tanto de vivos quanto de mortos, numa cacofonia bizarra...
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