Percebeu que sua vida havia ceifada antes mesmo de ter se iniciado, já chorava excessivamente quando percebeu que uma discussão havia se iniciado na cozinha, correu para lá. Era seu pai e sua mãe discutindo, o tema da discussão era traição. Assustada, pois em toda sua vida nunca havia presenciado uma briga de ambos, apesar estar pensado maneiras de interferir, refletiu e tentava permanecer fria e observar.
Mas antes foi ao quarto de seu irmãozinho para ver se ele estava acordado ou chorando. Estranhamente ele não estava ali, procurou por toda a casa, e nem sinal dele. Ainda assim retornou para a discussão, no decorrer do caloroso embate entendeu o que estava acontecendo: seu pai começou a beber semanas após a sua morte e desde então vem consumindo álcool de forma sistemática, seu emprego estava por um fio. Naquele dia eram pouco antes das dez da manhã e seu progenitor parecia estar em estado avançado de embriaguez.
Mas antes foi ao quarto de seu irmãozinho para ver se ele estava acordado ou chorando. Estranhamente ele não estava ali, procurou por toda a casa, e nem sinal dele. Ainda assim retornou para a discussão, no decorrer do caloroso embate entendeu o que estava acontecendo: seu pai começou a beber semanas após a sua morte e desde então vem consumindo álcool de forma sistemática, seu emprego estava por um fio. Naquele dia eram pouco antes das dez da manhã e seu progenitor parecia estar em estado avançado de embriaguez.
A briga em relação a traições estava acontecendo por pura paranóica alcoólica de seu pai. A casa excetuando-se por seu quarto estava um caos, uma imundície. Eles não pareciam uma família que um dia havia sido feliz e sim uma que fora desestruturada desde sempre. Resolveu chegar mais perto dos dois e percebeu, o espírito de seu avô cochichava incessantemente no ouvido dos dois e ria muito.
Indignada, percebeu que era muito provável que ele estava influenciando negativamente os dois, sendo assim descobriu já seu primeiro objetivo, descobrir o motivo para que a alma de seu avô se tornara tão vingativo de repente e estava tentando minar a sua família e a prioridade do momento: Onde estaria seu irmãozinho? Estaria bem? Ela tinha menos de três dias antes de partir dali possivelmente para todo o sempre...
Indignada, percebeu que era muito provável que ele estava influenciando negativamente os dois, sendo assim descobriu já seu primeiro objetivo, descobrir o motivo para que a alma de seu avô se tornara tão vingativo de repente e estava tentando minar a sua família e a prioridade do momento: Onde estaria seu irmãozinho? Estaria bem? Ela tinha menos de três dias antes de partir dali possivelmente para todo o sempre...
Novamente ignorando sua natureza impulsiva ela se pôs a indagar sobre o local onde o irmão estava. Lembrou que quando seus pais estavam muito atarefados ela dormia na casa de um de seus tios. O Tio Pança sempre foi muito engraçado, ficava com ela até a alta madrugada vendo DVD’s de desenho animado e comendo pizza, ele sempre foi super-protetor com eles, Roberto só podia estar por lá.
Saiu da casa e direcionou-se para a casa do tio que ficava do outro lado da cidade, chegou lá rapidamente sem passar por nenhum grande percalço. Entrou na casa já em torno do meio-dia do dia seguinte, seu tempo se tornou ainda mais escasso.
Roberto estava dormindo, na sala quase toda a família almoçava, excetuando-se pelos seus pais. A discussão estava acalorada sobre o acontecimento dos últimos meses:
- Mas então, desde a morte de Ângela os dois não se entendem! Até aí é normal, mas passar a beber? Chegar a bater na minha prima? Já é demais! O emprego de ambos está por um fio, a casa está um lixo e o menino vive implorando pelos pais. Se brincar teremos que pedir a guarda temporária do menino. – Disse o coerente primo Astolfo.
Saiu da casa e direcionou-se para a casa do tio que ficava do outro lado da cidade, chegou lá rapidamente sem passar por nenhum grande percalço. Entrou na casa já em torno do meio-dia do dia seguinte, seu tempo se tornou ainda mais escasso.
Roberto estava dormindo, na sala quase toda a família almoçava, excetuando-se pelos seus pais. A discussão estava acalorada sobre o acontecimento dos últimos meses:
- Mas então, desde a morte de Ângela os dois não se entendem! Até aí é normal, mas passar a beber? Chegar a bater na minha prima? Já é demais! O emprego de ambos está por um fio, a casa está um lixo e o menino vive implorando pelos pais. Se brincar teremos que pedir a guarda temporária do menino. – Disse o coerente primo Astolfo.
- Vamos com calma garoto, nesse ritmo eles irão se separar em breve, e a minha irmã sempre cuidou bem dos meninos... – Afirmou Pança.
- Mas o estado depressivo dela está avançado gente lembram-se da infância quando aconteceu...
- Agora não Eulália, isso não é história para os jovens ouvir, é coisa nossa, vamos nos retirar em particular pra conversar sobre isso após o almoço, talvez se conseguirmos despertá-la para os acontecimentos, ela separe ou dê um jeito no marido e deixe de ser um saco de pancada. – Conclui Pança. – Conversaremos após o almoço.
Durante o almoço Roberto desperta com fome e vai em direção a sua tia Eulália pra lhe dar comida e para e olha fixamente para Ângela, sabendo que o irmão podia vê-la, fazia desesperada um sinal de silêncio pro menino, em parte, tudo em vão:
- Tia, a maninha tá aqui!
- ...Como meu filho? – Indagou assustada a velha senhora.
- Mas o estado depressivo dela está avançado gente lembram-se da infância quando aconteceu...
- Agora não Eulália, isso não é história para os jovens ouvir, é coisa nossa, vamos nos retirar em particular pra conversar sobre isso após o almoço, talvez se conseguirmos despertá-la para os acontecimentos, ela separe ou dê um jeito no marido e deixe de ser um saco de pancada. – Conclui Pança. – Conversaremos após o almoço.
Durante o almoço Roberto desperta com fome e vai em direção a sua tia Eulália pra lhe dar comida e para e olha fixamente para Ângela, sabendo que o irmão podia vê-la, fazia desesperada um sinal de silêncio pro menino, em parte, tudo em vão:
- Tia, a maninha tá aqui!
- ...Como meu filho? – Indagou assustada a velha senhora.
- A Angel tá aqui, tá ali parada me mandando ficar quieto!
Silêncio total, todos olhavam assustados para a porta.
Eulália mais corajosa pergunta para o garoto:
- E o que ela quer?
Rapidamente Ângela pensa e dá sua resposta ao irmão:
- Ela disse que quer todo mundo bem e que...não quer mais briga e que papai e mamãe não são daquele jeito e que ela teve uns problemas desde que...como maninha? Tá bem, desde que ela viajou? Então ela viajou tia? Então quem está aqui e porquê vocês não conversam com ela?
Eulália comovida junto a mais duas tias e três primas se retiraram para o quarto para chorarem. Não sabiam se o que o garoto falava era verdade, mas sentia a pureza e a inocência em suas palavras. E o mesmo continuou:
Silêncio total, todos olhavam assustados para a porta.
Eulália mais corajosa pergunta para o garoto:
- E o que ela quer?
Rapidamente Ângela pensa e dá sua resposta ao irmão:
- Ela disse que quer todo mundo bem e que...não quer mais briga e que papai e mamãe não são daquele jeito e que ela teve uns problemas desde que...como maninha? Tá bem, desde que ela viajou? Então ela viajou tia? Então quem está aqui e porquê vocês não conversam com ela?
Eulália comovida junto a mais duas tias e três primas se retiraram para o quarto para chorarem. Não sabiam se o que o garoto falava era verdade, mas sentia a pureza e a inocência em suas palavras. E o mesmo continuou:
- Tio Pança, eu não entendendo o que ela tá falando, mas ela falou algo do avô
Tião, quem foi esse?
Essas palavras foram suficientes para o velho advogado levar o sobrinho a sério e disse:
- Meninas alimentem o menino, vou ter que conversar com Eulália agora mesmo.
Ele vai ao quarto e retira a mulher de junto as outras e seguem para outro quarto da casa, Ângela os segue. Discutem durante o resto da tarde sobre o que o menino falou, sempre dando voltas, depois de horas chegaram ao assunto principal. Para o azar de Ângela tiveram nesse momento se despedir dos parentes e se desculparem pelo ocorrido.
Logo após o menino brincar muito sozinho, dormiu. Deram ordens habituais para os empregados e finalmente já após a meia-noite conseguiram sentar na cama e conversar:
- Eulália...
Tião, quem foi esse?
Essas palavras foram suficientes para o velho advogado levar o sobrinho a sério e disse:
- Meninas alimentem o menino, vou ter que conversar com Eulália agora mesmo.
Ele vai ao quarto e retira a mulher de junto as outras e seguem para outro quarto da casa, Ângela os segue. Discutem durante o resto da tarde sobre o que o menino falou, sempre dando voltas, depois de horas chegaram ao assunto principal. Para o azar de Ângela tiveram nesse momento se despedir dos parentes e se desculparem pelo ocorrido.
Logo após o menino brincar muito sozinho, dormiu. Deram ordens habituais para os empregados e finalmente já após a meia-noite conseguiram sentar na cama e conversar:
- Eulália...
- Eu sei meu amor, eu falo.
- Então tudo bem, chega de enrolação. – Disse cabisbaixo.
- Sei que o assunto dói em você, eu sei que você presenciou a cena diversas vezes e teve que permanecer calado.
- Aquele cafajeste... – Disse em um tom extremamente rancoroso e com lágrimas nos olhos.
- Pois é, mas sua era muito nova...
- Era, mas se estendeu até os 15 anos de idade dela, eu devia ter matado aquele maldito alcoólatra!
- Mantenha o foco querido, após ser estuprada pelo próprio pai todos esses anos, você acha que a depressão de sua irmã após a morte Ângela voltou?
- Então tudo bem, chega de enrolação. – Disse cabisbaixo.
- Sei que o assunto dói em você, eu sei que você presenciou a cena diversas vezes e teve que permanecer calado.
- Aquele cafajeste... – Disse em um tom extremamente rancoroso e com lágrimas nos olhos.
- Pois é, mas sua era muito nova...
- Era, mas se estendeu até os 15 anos de idade dela, eu devia ter matado aquele maldito alcoólatra!
- Mantenha o foco querido, após ser estuprada pelo próprio pai todos esses anos, você acha que a depressão de sua irmã após a morte Ângela voltou?
Aturdida pela revelação e com muita raiva, sem querer Angel presente no quarto lança o abajur na parede oposta. Assustado, o casal se levanta.
- O que foi isso Eulália?
- Não sei, nem acredito em espíritos, mas acho que é Ângela meu amor. Robertinho estava certo, talvez seja ela mesmo. E sobre seu pai...o espírito pode tá influenciando os dois. Se lembra quando ele morreu de tuberculose na prisão prometeu que iria se vingar?
- Que loucura Eulália! A depressão foi por causa dos abusos constantes! Ela retornou após a morte da nossa sobrinha!
- E como você explica o que o Robertinho falou? E esse abajur que do nada se estatelou naquela parede?
- Não sei, mas acho que...
A discussão iria se prolongar por toda a noite. A jovem espírito retornava às pressas para a sua casa, tinha que tirar a influência do avô maléfico de qualquer maneira, restava agora menos de um dia...
- O que foi isso Eulália?
- Não sei, nem acredito em espíritos, mas acho que é Ângela meu amor. Robertinho estava certo, talvez seja ela mesmo. E sobre seu pai...o espírito pode tá influenciando os dois. Se lembra quando ele morreu de tuberculose na prisão prometeu que iria se vingar?
- Que loucura Eulália! A depressão foi por causa dos abusos constantes! Ela retornou após a morte da nossa sobrinha!
- E como você explica o que o Robertinho falou? E esse abajur que do nada se estatelou naquela parede?
- Não sei, mas acho que...
A discussão iria se prolongar por toda a noite. A jovem espírito retornava às pressas para a sua casa, tinha que tirar a influência do avô maléfico de qualquer maneira, restava agora menos de um dia...
Continua..
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